Andréa del Fuego


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Pode vir, 2009, eu deixo. Vou ali um pouquinho e volto num instante, guarde meu lugar. 

 

foto: Antoine Barral



Escrito por Andréa del Fuego às 06:02 PM
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Tô indo ver a Madonna, essa desfrutável.

 

foto: Steven Meisel



Escrito por Andréa del Fuego às 11:22 AM
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Teatro para alguém

 

A atriz Renata Jesion fez da casa dela um teatro para alguém. Anote o nome dessa mulher, porque ela merece. São peças ao vivo transmitidas da casa dela, e não pense que o resultado é amador, para não ficar com ares de teatro filmado, a equipe dá um tratamento de cinema. Em cada local da casa há uma peça. Ela convidou autores como Antonio Prata, Lourenço Mutarelli e Mário Bortolotto para escreverem mini-espetáculos inéditos. É imperdível, pena que eles não possam ouvir o aplauso daqui.

Serviço

Três programas acontecem simultaneamente dentro da casa do Teatro para Alguém:

Lourenço Mutarelli é o autor da Miniemsérie: "Corpo Estranho".
Venha visitar a casa e assista na Grande Sala todas as quartas-feiras às 22 horas. Temporada semanal.


Mário Bortolotto escreveu a peça "Deve Ser Do Caralho O Carnaval em Bonifácio".
Venha assistir no Sótão os três atos do Teatro sempre às 22 horas.  O primeiro ato entrará no ar às quintas-feiras, o segundo ato às sextas-feiras e o terceiro ato aos sábados.


Antônio Prata criou a primeira Miniemcena: 'O Arthur'. 
Venha conferir na Sala de E-Star às sextas-feiras às 22 horas. Temporada quinzenal e transmissão ao vivo.



Escrito por Andréa del Fuego às 11:42 AM
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A Crib Tanaka é uma arqueóloga de objetos passados e futuros. Agora ela me veio com essa, a Marina Bychkova, uma mulher insana que fabrica bonecas, essas bonecas:

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Andréa del Fuego às 06:21 PM
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Viagem Literária

Fiquei nervosa antes de começar a oficina, pensei, será que sou uma fraude? Bastou iniciar a conversa para perceber que o mais importante estava lá, a disciplina que alcancei com a escrita diária e a verdade: literatura não se ensina. O que pode acontecer é nos colocarmos em volta de um projeto de texto e soltar os cavalos internos, deixar a criação solta. Em seguida, olhar para o que se escreveu e começar o trabalho, a escultura do texto, a concisão, a frieza no trato com a própria escrita. O miniconto é ótimo nesse processo, pois todas as sobras ficam visíveis numa primeira olhada. Em todas as seis oficinas os alunos deram saltos de qualidade entre um exercício e outro, confirmando que o silêncio vertical pode ser incentivado. Quando todos se puseram a escrever e em silêncio, vi que é possível. Na oficina li contos do Marcelino Freire e da Ivana Arruda Leite, comentando seus textos me dei conta do quanto aprendo com os dois, eles nem calculam. Literatura é isso: transfusão e transmissão.

Agora as imagens:

 

Chegando em Américo Brasiliense.

 

Cidade pequenina.

 

Cortada por uma ferrovia.

 

A biblioteca.

 

As meninas têm vontade de escrever o que sentem.

 

Jonas, o fotógrafo, nos registra.

 

Nós.

 

Deixando Américo Brasiliense.

 

Destino: Matão.

 

Vou pensando nas trocas.

 

A estrada estava um tapete.

 

Chegamos.

 

A Kombi de lanches dorme tranqüila.

 

A biblioteca é inspiradora.

 

A sala de leitura.

 

O cardápio.

 

Em caso de dúvida, dirija-se ao balcão.

 

Deixe o livro onde o encontrou.

 

O ambiente acalma o espírito para a leitura.

 

Dei entrevista para a TV local, o repórter avalia minha apostila.

 

A bibliotecária, atenciosa, cuidou de tudo.

 

O primeiro exercício.

 

A sala estava decorada com o trabalho dos poetas locais.

 

Segundo exercício, esse com fotografias.

 

Concentração máxima.

 

Silêncio vertical, matéria da literatura.

 

Os textos ficaram ótimos.

 

Os alunos se entregaram ao miniconto.

 

Fui andar pela biblioteca, encontrei esse bibelô concentrado.

 

Os três estavam conversando num canto.

 

"A gente já sabia que você ia gostar."

 

Aqui dentro.

 

Lá fora.

 

Próxima cidade: São José do Rio Preto.

 

Não posso rejeitar essas cores.

 

Daqui por diante, nada de preto e branco.

 

A cidade.

 

A biblioteca fica na Secretaria de Cultura.

 

Lá passa um trem.

 

A guardiã da Pinacoteca sediada no mesmo prédio.

 

Quadro de Inês Savoia, retrato de uma fidalga da cidade.

 

Quadro de Júlio Alberto Santos.

 

Quadro de José Antônio da Silva.

 

José Antônio da Silva (Mahatma Gandhi)

 

José Antônio da Silva (a morte de Tancredo Neves)

 

Quadro de José Clóvis Stival.

 

Vamos ao trabalho.

 

Fotografia e escrita.

 

Foco.

 

Concisão.

 

Hora de deixar a cidade.

 

E seguir para Cardoso.

 

A menor cidade do roteiro, com pouco mais de dez mil habitantes.

 

Asilo de automóveis.

 

Só de olhar me acalma.

 

Sombra no lago.

 

A distração.

 

A pista de skate.

 

Onde estão as crianças? Na escola.

 

E as mães estão fazendo o almoço.

 

Na Sonho de Verão tomei um sorvete de Leite Ninho.

 

Esse é Chiquinho, o motorista. Sou medrosa com estrada e com ele rodamos mais de mil quilômetros como se eu estivesse no sofá da minha casa. Basta dizer que ele é disputado por Ignácio de Loyola Brandão e Marçal Aquino. Chiquinho é o cara.

 

Corte unissex.

 

A biblioteca é uma casa, os livros ficam num quarto.

 

A turma.

 

Ali o tanque tem outra serventia.

 

A escrita é o eletrocardiograma dessas mulheres.

 

A fotografia facilita a imersão.

 

"Será que ela escreve o que fala?"

 

Editando o pensamento antes de colocá-lo no papel.

 

A bibliotecária lê enquanto eles escrevem.

 

Agora toca para Santa Fé do Sul, a chuva tenta nos pegar.

 

Mas não consegue.

 

Cachoeira de luz.

 

Quase chegando.

 

A chuva insistindo.

 

Chegamos.

 

As árvores vestidas para o Natal.

 

A entrada.

 

O chão.

 

A vizinhança.

 

A biblioteca móvel.

 

Alguns alunos fazendo hora na porta.

 

As salas de leitura.

 

Foto para o orkut.

 

A professora acompanhou seus alunos.

 

Os meninos se concentraram.

 

Duvida?

 

Chiquinho toma um café com a bibliotecária, ele já é conhecido por lá.

 

Última parada: Fernandópolis.

 

Fomos pela Euclides da Cunha.

 

Colunas na biblioteca.

 

As funcionárias fizeram um mutirão para o lanche.

 

Um banquete.

 

Só pegar.

 

Sem cerimônia.

 

Aviso imenso aos interessados.

 

Sala lotada.

 

As meninas mergulham.

 

Podia ouvir um fio de cabelo cair no chão.

 

Estrada outra vez, agora pra casa, exausta e feliz!



Escrito por Andréa del Fuego às 09:51 AM
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