Andréa del Fuego


2008

Esse estabelecimento entra em férias hoje e voltará assim que eu tremer de vontade. Vou ficar longe do asfalto e da internet, pegarei emails, recados e faturas só de vez em quando, um descanso para receber o que vier em 2008, já é quase 2010! Obrigada pela companhia em 2007. E feliz qualquer coisa que você toque, veja e sinta.


A gente se acerta na volta, em dinheiro vivo, amor à vista ou cartão.

foto: André de Toledo Sader

Escrito por Andréa del Fuego às 12:16 PM
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juvenil e ray-ban


O romance juvenil Sociedade da Caveira de Cristal está pronto, já o tenho em mãos. Ficou adorável, não vejo a hora de um adolescente topar com ele. Mais informações na Editora Scipione, aqui.



...

A Ray-Ban, marca que faz os óculos da estação há setenta anos, tem publicado um livreto chamado REVEAL, a cada número mostrando artistas independentes. No primeiro foram cineastas, no segundo os músicos e nesse, escritores. Estamos lá: João Paulo Cuenca, Bruna Beber, Marçal Aquino, Clara Averbuck, Mário Bortolotto, Daniela Abade, Marcelino Freire, Índigo, Marcelo Montenegro, Santiago Nazarian, Xico Sá e eu. Estamos encartados nas revistas TRIP e TPM, nas bancas.

Do blog da Bruna Beber.


Escrito por Andréa del Fuego às 02:11 PM
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Buenos Aires - último episódio

Um café antes da próxima mesa de interrogación: Marcelino Freire, Camila do Valle e Ana Maria Gonçalves.



O escritor e tradutor Federico Lavezzo, que esteve Balada Literária, foi conferir.



Mesa de encerramento, leitura de Marcelino Freire, eu e os argentinos Oliverio Coelho e Marina Mariasch.

foto: Felipe Lindoso


Marcelino se hidrata durante a apresentação.

foto: Felipe Lindoso


Essas crianças só pararam de correr e gritar quando Marcelino bradou o texto "Da Paz".

foto: Felipe Lindoso


Nosso último jantar, todos para Palermo, Marcelino foi forrando o estômago.



Cíntia Moscovich, de costas, tentava achar uma mesa vaga, Ana Maria Gonçalves toparia outro rumo.



Ana, Felipe, Zezé e Cris, cadê a mesa, catzo?



Bel Santana, Joca Terron e Samuel Leon, por que não comemos um dogão na Fradique Coutinho?



Conseguimos uma mesa, os três mosqueteiros: Marcelino Freire, Flávio Carneiro e Bruno Dorigatti.



Bel mandou uma parrilla e eu um nhoque verde com molho verde, por isso essa cara verde.



Joca quis pegar minha carteira.



Marcelino também queria minha grana.



Do outro lado do vidro, lá fora, argentinos Terriblemente Felices.



De lá fomos atrás da cerveja, nossos táxis apostaram corrida.



Última cerveja, na Plaza Julio Cortázar.



Marcelino e Flávio: "pra onde vai a literatura, minha gente?"


Escrito por Andréa del Fuego às 01:47 PM
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Buenos Aires - episódio VII

Escapuli e entrei em um ônibus.



Queria ver os argentinos em seu cotidiano.



As passagens variam de preço conforme o percurso.



Botei a câmera pra fora da janela.



O comércio.



Pulei para o metrô.



Fora do horário de pico.



E sem saber o destino.



As janelas vão sempre abertas.



Caso os encontre, diga que os estão procurando.



Ninguém à espera.



Pedi um espaguete numa esquina movimentada de Palermo.



Enquanto a massa não vinha, repassei os contos escolhidos para o sarau de encerramento.



O jornaleiro também lia, na calçada.



Fizemos nosso trabalho.



Não tem erro, é só seguir nessa direção.


Escrito por Andréa del Fuego às 11:32 AM
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Buenos Aires - episódio VI

Vá ao cemitério e me chame.



Cementerio de la Recoleta, sementeiro de gatos.



Quem é esse, em tão boa companhia?



Um dia quero dormir assim.



Os anjos comem demais, têm sono pesado.



A família unida, enfim.



"Se perguntar eu respondo."



Paredes de mármore, corredor de espelhos.



Um casal de pedra, os dois cabisbaixos, tímidos.



Aproximei-me de um.



E do outro.



Os ancestrais querem ser lembrados.



Ele deixou um recado.



Faça isso.



Amigos.



Fui procurar Evita Perón, perguntei ao zelador felino se ele sabia onde ela estava.



Deixei o felino na esquina, entrei numa rua, o túmulo estava na minha cara e eu não via.



Ele veio conversar.



Problema é que o gato me encarou como um adulto.



Fiquei com medo, e olhe que eu já tive 7 gatos de uma vez.




Disse pra ele não chegar perto de mim.



Ele ficou puto.



Foi então que me dei conta de que eu estava ao lado de Evita, era isso o que ele queria me dizer.



Um dos únicos lugares com flores frescas.



Segui meu caminho até um banco, ele veio atrás.



Eu pedi desculpas por não ter-lhe dado a atenção egípcia.



O gato entendeu e fizemos as pazes.



Tivemos um longo papo.



Eu já estava apaixonada pelo zelador.



Nosso amor era impossível, nos resignamos.



Escrito por Andréa del Fuego às 01:53 PM
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Buenos Aires - episódio V

Nas ruas da Recoleta.



Um garçom tenta nos convencer a entrar.



Um portenho típico da Recoleta.



Claudiney Ferreira e Zezé, procurando nosso almoço.



O restaurante escolhido é quase uma adega.



Zezé escolheu um prato leve, sua apresentação era a próxima.



Cafe Tortoni, sozinha com meu laptop analógico, esse caderninho ao lado do cardápio.



O fluxo do grande salão.



Pratos e abajures.



Esperando meu pedido, perdida no tempo.



Torta de maçã e café, eu já podia morrer.


Escrito por Andréa del Fuego às 09:55 AM
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Buenos Aires - episódio IV

Rua do hotel, Cíntia Moscovich e Luiz Ruffato a caminho da Funceb.



Cíntia ensina Simone, senhora Ruffato, a ter um queixo orgulhoso.



Caminhei muito pela cidade, só pra ver esse homem escolhendo uma sandália de tango.



O trânsito até que é tranqüilo, numa boa.



O futuro na calle Florida.



Encantada.



Lavo, corto e chacoalho.



Fomos, em quinze, ao restaurante Museu Evita, casa onde ela cuidava dos velhinhos. Não coubemos lá dentro, fora estava frio, fomos atrás de outro abrigo.



Encontramos um bom lugar, ali perto.

foto: Felipe Lindoso

"Ao ponto!"



Cíntia também me ensinou a ter um queixo orgulhoso.

foto: Cíntia Moscovich


Nelson de Oliveira tomando cerveja, cena rara.



Depois fomos tomar sorvete em Palermo, Cíntia e Luiz em difícil escolha.



Samuel já sabia o que queria, Zezé ainda não.



Os pés do casal, Felipe e Zezé.


Escrito por Andréa del Fuego às 10:01 AM
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Buenos Aires - episódio III

Vista do quarto, os fundos do hotel.



Fundación Centro de Estudos Brasileiros, local do Encuentros de Interrogación.



A Funceb oferece cursos de português, entre outros quitutes.



Deixei meus livros aqui, vai que um argentino me encontra.



A platéia portenha.



Raimundo Carrero falou pelas paredes.



Marcelino fez companhia ao conterrâneo.


Claudio Daniel, Guilherme Zarvos, Marcelino Freire e Edson Cruz, fim dos trabalhos.



"Eita, porra, não tô dizendo?"



Fomos atrás do almoço, Marcelino não está a cara da Mafalda?



Seguimos o líder Claudio Daniel, ao lado de Guilherme Zarvos.



Marcelino e Claudiney Ferreira, destino: Palacio De Las Papas Fritas.



Camila Do Valle, poeta carioca, diretora executiva da Funceb, também estava atrás da batata.



Nelson de Oliveira, Flavio Carneiro e Rogério Pereira dispararam na frente.



Chegamos!


Escrito por Andréa del Fuego às 03:06 PM
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Buenos Aires - episódio II

No segundo dia, durante a primeira mesa, Marcelino levantou que o meio literário é cheio de intrigas e inimigos (sim ou não?). Pessoas que nos querem mortas pelo simples fato de escrevermos. Estávamos todos no mesmo hotel, ou seja, mais de vinte predadores. Se houvesse um assassinato, todos nós seríamos suspeitos. A pergunta, num devaneio sobre um possível crime, foi: "Quem apagou Del Fuego?". Olhe pra quem sobrou, me botaram na fogueira. Maria José Silveira, umas das autoras convidadas, escreveu um texto genial e bem-humorado sobre o caso, justamente para que eu a tirasse da minha lista de suspeitos. Vou publicá-lo aqui e agora com as fotos de lá. Acompanhe a trama:


Por Maria José Silveira

QUIÉN APAGÓ DELFUEGO?
El novelón de un crime en portunhol salvage



Antes


Todo começou onde deveria começar: en el comienzo. Del viaje. No aeroporto. La voz intimidante nos alto-falantes pidió:

“Sr. Marcelino Freire, favor comparecer ao balcão da Infraero com certa urgência.”

Entreolhares: sustinho. A voz continuou:

“Sr. Michel Houellebecq, favor comparecer ao balcão da Infraero depois do Sr. Marcelino Freire.”

Sustão. Pero no para la voz que siguió:

“Demais senhores escritores brasileños presentes, favor comparecerem ao balcão da Infraero depois do Sr. Marcelino Freire e do Sr. Michel Hoelleucq.”

Estupor. Por via das dúvidas, todos entraram apressados em sus respectivas aeronaves.


Durante

Claro: aquilo fué un indício de todo que viria a acontecer en los próximos dias. Escritores son bons de português, bons de observación, de inspiración, etc., pero en indícios de crimes futuros, ao que parece, non. Será que despacham sus atributos de escritor dientro de las malas? Un indício puede pular na cara deles que ningún prieta atenção. Separar a pessoa do escritor da pessoa real dá nisso.


Cuándo al dia seguinte, Marcelino irrompió con su voz altissonante no meio da mesa-redonda e gritou: “Quién apagó Delfuego?”, ninguém soube responder. Sólo una cosa de imediato quedó transpariente: hasta prueba en contrário, los 21 participantes del equipo brasileño eran los principales suspeitos.


Después

Al empezar la investigación, matuté sobre una verdad que la humanidad siempre soube: no hay huevo sin gallina, no hay crime sin motivación. Refugiei-me en el saguón del viejo hotel que seguro ha visto mejores dias y mejores crímenes en su longa vida, mordisqué la punta de mi lápis y escrebi:

1 caja de alfajores
3 latinhas de chá da Tealosofy
o último disco do Gotan Project
“Crimes Morales”, de Martin Kohan. Exatamente! Esse iria me ajudar.


Entremientes

Una pequeña reflexión epistemológica provocada por la investigación del apagamiento de Delfuego. Pinsen comigo: por una cuestión de lógica, no hay como afirmar por a mais b que todos los hombres y mujeres son mortales. Los que están muertos, están muertos. Los que está vivos, están vivos, y solo estarán muertos cuando – y si – morrieren. No hay como probar que todos morrirán a menos que ellos ya estean muertos. Es decir: la mortalidad de los humanos es nada más que una ilación (ojalá equivocada).



Y después del primer después

Empezé mi segunda lista. Con la punta de mi lápis en lascas que me peliscaban os lábios y perturbavam el rigor metodológico del andar de mi investigación, busqué los motivos de los 20 sospechos, por orden de aparición en las mesas:


Rogério Pereira: inocente; demasiado extrovertido para el perfil de assassino que tengo en mi cabeza. Hay que riscá-lo de la lista.


mostrando seu periódico ao lado de Paula Siganevich e Edson Cruz



Bruno Dorigatti: mi intuición intui que não fué él. A menos que tenga un lado oscuro que no conozco. Averiguar.





Julio Daio Borges: tampoco se adequa a mi perfil.

(não há imagens do suspeito, nem pistas)



Marcio André: idem. Ao pessoal da internet solo interessam los crimes virtuais. Non foram eles.


no meio, entre Bruno Dorigatti e Federico Lavezzo



Edson Cruz: seria un sospecho natural, pero DelFuego fué vista en las calles de Palermo después de su partida de vuelta a São Paulo. A menos que tenga ubiqüidad, hay que tirá-lo de la lista.





Flavio Carneiro: é mi conterrâneo pero ni por eso debo descartá-lo - duela a quién duela. Todavia, me queda una duda: el modus operandi. Los goianos prefieren contratar pistoleiros.


ouvindo a teoria de Maximiliano Tomas



Joca Reiners Terrón: ulálá! La lista empieza a calentar! Puede no ter motivos explícitos pero algo me diz que su barba contiene sentidos extra-semióticos. Quién sabe se el robio de su passapuerte no fué apenas una tática desviacionista? Averiguar mejor su alabai.


foto: Bel Santana



Nelson de Oliveira: este já paga pelo crime de criar toda una geração. Mejor deixá-lo em paz.





Guilherme Zarvos: confesó que cambió de piel y de generación. Para cambiar de inocente para culpado no cuesta.





Cláudio Daniel: un punto de interrogación y, como tal, candidato a sospecho.





Felipe Lindoso: inocente. Completamente. No mataria um autor por nada deste mundo: precisa deles para compor as bibliotecas que anda espalhando por aí.





Samuel Leon: não é el editor de Delfuego, por lo tanto é inocente. Editores tienen ganas de matar apenas sus próprios autores.


disfarçando com o Marcelino



Ana Maria Gonçalves: não se arriscaria por um crime tendo já tantos con los cuales se deleitar en su pesquisa sobre a história de Minas. Inocente.





Maria José Silveira: impossível ser la assassina si es la investigadora. Só se fosse una escritora a quién le gusta enganar leitores. No lo es.


em suspeito auto-retrato



Regina Dalcastagné: poderia ser culpada, si, pero dificilmente. Los acadêmicos no matam su objeto de pesquisas. Matam?

(não há imagens da suspeita, nem pistas)



Cíntia Moscovich: hasta ahora estube piensando em assassinos e não assassinas, pero puedo mudar de idéia. Falta apienas el motivo. A menos que... duas iguais... curso de direito.... casa en Trancoso....qué sé yo!





Luiz Rufatto: presumido inocente hasta prueba de culpa. Que é chegado a uma “luta livre”, isso ele é, pero assassinato.... só se DelFuego fosse da burguesia. É?





Marcelino Freire: bueno, bueno, bueno .... en se tratando de Marcelino, todo es posible, pero en ese caso, quizá no. Seria una perdída de tiempo.





Ricardo Aleixo: performático demais para um simples apagamiento. Si fuera culpado, exigiria luces y sonido.

(não há imagens do suspeito, nem pistas)



Luiz Paulo Faccioli: no começo, não encontré motivos. Pero recordé una conversa entre él y “la apagada”. Hablavan sobre una gata Mimi que non ganó el concurso donde Luiz Paulo fué el juez. Mimi era de Delfuego y, aturdida por la derrota, huyó de casa. Las vozes muy altas de la conversación, que en aquel momento me parecieron simples efecto del vino ar-reentino, ahora me parecen sintomáticas. Que su nombre permanezca en la lista. Por si acaso.





Y, por último,
Claudiney Ferreira: el mentor de todo, el responsable, el gran sospecho. Tenia las condiciones propícias. Fué quién arquitetó el plan de viaje, incluindo agendas, horários, etc. Tenia conocimiento prévio y direto de los passos de la indigitada. Podría apagarla perfectamente a cualquier momiento. El motivo? Interrogaré la vítima.





Pero donde está la vítima?
Donde está el cuerpo?
Donde está Delfuego?


Fué cuando DelFuego apareció en el recinto.
Estava apenas en búsqueda de los três ar-rrentinos interessados en escritores brasileños.
Queria fotografiá-los para provar que existían.
Si, como no?
Três.
Pero aí já era el último dia.


Escrito por Andréa del Fuego às 09:32 AM
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Buenos Aires - episódio I

Vozes sobrepostas do Encuentros de Interrogación:

O que fazer com o escritor que não lê? Como o autor constrói sua própria tradição? A literatura no Brasil move milhares de pageviews aos bons sites literários, isso não é comum na Argentina. Romance histórico não pode ser classificado como tal, se todo indivíduo é histórico, sua obra também o será, diga apenas: romance. Onde estão os argentinos? Os meios tecnológicos não estão tirando a poesia do livro, pois ela mesma não veio do livro, mas do corpo. O Brasil atravessa um dos momentos mais produtivos na história da literatura nacional. O corpo é um software. Os espanhóis estão recolonizando a américa latina com suas editoras de grande porte. Por qué no te callas? Colocar Leminski nas escolas ainda não garante a apreensão do aluno, pois ainda será uma obrigação de leitura, o que garante a fruição é o prazer. Os mecanismos de compra de livro do governo são melhores do que se imagina, mas não são aproveitados, visa inclusive a compra através do próprio autor. Uma tradição africana defende que há 256 histórias no mundo, o resto é repetição. O que você está achando, Andréa? Que podia ter outro, outro e outro.

...

Bueno, levei minha primeira câmera fotográfica. Senhores, agora tenho uma ótica dentro do bolso. Estreei o objeto em Buenos Aires e publicarei aqui um registro fotográfico e afetivo da viagem. Antes de achar que nossa vida foi só comer e beber, esclareço que eu sacava a câmera só mesmo nesses momentos. De qualquer maneira, é nessa hora mais solta que o particular de cada um fica explícito.

...

Um café antes da decolagem: Maria José Silveira, Marcelino Freire e Felipe Lindoso.



Esperando o embarque: Felipe, Marcelino e um homem de negócios.



Marcelino foi ao meu lado para me engambelar durante o vôo, mas pra garantir tomei uma aspirina de camomila.



Tenho medo de avião, mas não de voar, que fique claro.



Marcelino disse "isso, fotografa essa turbina, é ela que vai cair".



Diga se um ônibus Itapemirim não é um luxo? Eu acho, ainda mais que ele roda sobre o chão.



Em solo, pegamos um táxi.



Marcelino já estava com fome.



Meu aposento, o 405.



O primeiro dia foi livre, fomos ao primeiro restaurante.



Saciada a fome, podíamos ir atrás de um café, no caminho, um tango na calle Florida.



Em 2000, quando conheci Buenos Aires, vi esse mesmo senhor, ele não mudou nada.



Tomamos o café na livraria El Ateneo, ali perto.



O sol caiu, fomos procurar um rumo: Marcelino, Joca e Bel.



Atravessando a 9 de Julho, Marcelino mira a ponta do Obelisco, Bel e Joca mantêm o foco.



Bel e Joca sabiam chegar ao Pippo, o restaurante que serve a melhor polenta do mundo.



Enfim, o Pippo e nós: Bruno Dorigatti, Bel Santana, Joca Terron, Claudio Daniel e eu.

foto: Marcelino Freire


Daniel Galera bebeu com a gente, através da revista Los Inrockuptibles, os portenhos acabaram de ganhar o seu 'Mãos de cavalo'.


...

Voltei com mais de 300 imagens, agüentem.

Escrito por Andréa del Fuego às 11:00 AM
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Encontros de Interrogação - Buenos Aires

Estou indo para Buenos Aires, nesta segunda-feira, fazer o que mais gosto: falar, ler e trocar literatura.

"Um encontro das literaturas contemporâneas do Brasil e da Argentina marca a primeira edição internacional do Encontros de Interrogação, que ocorre dias 4, 5 e 6 de dezembro na Funceb (Fundación Centros de Estudos Brasileiros), em Buenos Aires. Nas suas duas primeiras edições, em 2005 e 2007, em São Paulo, Encontros de Interrogação contou com a participação de cerca de 110 convidados entre escritores, jornalistas, críticos literários e pesquisadores acadêmicos. Em Buenos Aires, a atividade reúne escritores e críticos literários brasileiros e argentinos para discutir as proximidades e distanciamentos entre as produções literárias dos dois países fronteiriços. A atração de encerramento da atividade registra um sarau de leitura com participação de escritores dos dois países. Encontros de Interrogação, Edição Buenos Aires, ARG é uma produção da parceria Itaú Cultural e Funceb."

Estou na bagagem de Claudiney Ferreira, o organizador do encontro, assim como Marcelino Freire, Joca Terron, Maria José Silveira, Luiz Ruffato, Cintia Moscovich, Claudio Daniel, Nelson de Oliveira, Ana Maria Gonçalves, Edson Cruz e muito mais, veja aqui. Participarei do encerramento dos trabalhos, um sarau com Marcelino Freire, Ricardo Aleixo e os argentinos Marina Mariasch, Mirta Rosenberg e Oliverio Coelho.

Delícia total!

Escrito por Andréa del Fuego às 12:03 AM
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capítulo vinte e cinco

Dolores é essa mulher de corpo polpudo. Todo rompante que tenho ela corta em dois, um pedaço fica comigo, ela come o outro. Não conheço ninguém, nem minha mãe foi capaz disso, que detecte tão rapidamente meus instintos, e os controle. Amar Sofia é a primeira condição de Dolores. Casei-me com a mulher certa.



Viner

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Aqui termina a mininovela . Foi um prazer tê-los comigo, acompanhando esse desafio de escrever sobre imagens que dispensam minha existência.

Escrito por Andréa del Fuego às 10:02 AM
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capítulo vinte e quatro

Acredite, mais difícil que ter Sofia, era não ter Dolores. Seu amor pela irmã supera o meu, ela assume o elo sem restrições. Abraçado em Dolores, eu aperto o amor que Sofia corresponde. Dolores quer tatuar o rosto de Sofia na omoplata direita, uma caveira que um dia será sua forma definitiva. A caveira terá cabelo, coisa de mulher. Ainda esqueço papéis ou objetos na casa de Sofia, quando a visitamos, nunca consigo pegá-los de volta. É conhecida a síndrome, para suportar o carrasco, nos apaixonamos por ele.



Viner

Escrito por Andréa del Fuego às 09:51 AM
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