Andréa del Fuego


Flap

E neste sábado, 30 de junho, estarei na Flap.
Participo de uma discussão mediada por Roberto Moreno que conversará com Santiago Nazarian, Marcelo Siqueira Ridenti (Prof. Titular de Ciência Política, UNICAMP), Maria Luíza Mendes Furia, poeta, Juliano Pessanha e eu. Será às 14:30h, Espaço dos Satyros I, praça Roosevelt, 214. O tema da roda é: E quem vive disso?

Apareça, o evento começa nesta sexta-feira, dia 29. Estarão: Cláudio Daniel, Bruna Beber, Sérgio Mello, Glauco Mattoso, Marcelino Freire, Adilson Miguel, Marcelo Mirisola, Alberto Guzik, Lourenço Mutarelli, Mario Bortolotto, Vanderley Mendonça, Maria Alzira Brum, Joca Terron, e muito mais e bem mais.

Confira aqui a programação.

A Flap é coisa boa realizada pelo Projeto Identidade (Eduardo Lacerda e Ana Rüsche são alguns dos culpados, confira o projeto) com o apoio de: O Casulo, Casa das Rosas, Os Satyros e Sebo do Bac.

Escrito por Andréa del Fuego às 09:36 AM
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Na cara, por favor.



foto: Eliot Siegel

Escrito por Andréa del Fuego às 02:46 PM
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Fiz a experiência do isolamento pra escrever e voltei com um livro: é tiro e queda. Não ouvir a campainha, o telefone e a Ultragaz confere foco e disciplina em cascata. Problema é que o isolamento requer concessões e planejamento, não é fácil e nem dá pra fugir quando se quer. Sem contar que a vida e a troca literária é realmente rica e me agrada. A carta abaixo foi escrita por João Ubaldo Ribeiro no exercício radical de seu posso e devo. Imagine o quanto ele é assediado e calcule suas razões.


"Há praticamente cinco anos (acabo de fazer 66 de idade), venho tentando escrever um romance e não consigo passar do segundo capítulo. Ele é sempre interrompido e, pelo menos no meu caso, quando um romance é interrompido, principalmente no começo e em alguns pontos imprevisíveis, ele desanda inteiramente, tem-se que começar tudo de novo. Não é exagero: às vezes um só dia dedicado a outras atividades pode prejudicar o trabalho de meses. Durante todo esse tempo, procurei fazer com que minha obra futura não se venha a constituir exclusivamente de e-mails, nem minha atividade principal seja aparecer em público. Mas nunca levei a decisão a peito e o resultado é que não tenho conseguido escrever e já percebi que só poderei fazê-lo se radicalizar um pouco. E então redigi esta declaração-padrão, que acrescentarei às respostas dos primeiros e-mails que receber de qualquer fonte, inclusive amigos íntimos, mesmo que ela não se aplique ao caso. É para conhecimento de todos mesmo."

"Durante o período que precisar para escrever esse romance, não aceitarei convites para fazer prefácios, orelhas de livros, apresentações, frases, depoimentos, mesmo para causas nobres, e outros trabalhos que, na opinião de muita gente, eu "tiro de letra", mas não é verdade, é sempre muito custoso. Também não aceito convites para eventos literários, feiras, bienais, palestras, mesas-redondas, bate-papos, encontros, entrevistas, filmagens e similares. Tampouco — e isto vale para sempre — tenho condições de ler, avaliar ou encaminhar originais de qualquer natureza. Enfim, como muitos escritores, me retirei para trabalhar. Durante este período, os interessados devem agir como se eu estivesse afastado, o que é verdade e só não viajo e me isolo porque muita coisa me prende ao Rio de Janeiro. Em relação à correspondência, nada muda, a não ser o tempo que vou dedicar a ela, que será com certeza bem menor que o atual, embora eu deva responder ao que for necessário. Grato pela compreensão."

Rio de Janeiro, março de 2007
João Ubaldo Ribeiro

fonte: http://oglobo.globo.com/online/blogs/prosa



foto: Erich Hartmann

Escrito por Andréa del Fuego às 09:00 PM
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"Rosencrantz: (...) Quando se extingue um soberano, ele não morre só. Como o vórtice de um redemoinho, atrai pro abismo tudo que o rodeia. É uma roda maciça, fixada no pico da montanha mais alta, em cujos raios menores dez mil coisas menores vivem incrustadas ou grudadas; e aí, quando ela cai, cada pequeno anexo, diminuta dependência, acompanha a queda tonitruante. Quando um rei suspira, o reino inteiro geme."
Hamlet, Shakespeare




foto: www.filmint.nu

Escrito por Andréa del Fuego às 10:01 AM
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Pergunte pra sua mãe como foi que ela conheceu seu pai.



foto: Willy Ronis

Escrito por Andréa del Fuego às 01:09 PM
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Seu mundo é a pedra do meu anel.



foto: Lee Friedlander

Escrito por Andréa del Fuego às 09:41 PM
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porção de coisas

• O Encontros de Interrogação foi cheio de respostas. A última mesa fechou o evento com a discussão do cânone. O que é o cânone? A palavra já designa regras papais, autoritárias, aquilo que se classifica como o real, aquele conjunto de imaginários elegido à verdade do homem. A sacralização dos escolhidos. Daí já se calcula a confusão. Se há escolha, há seleção. No caso da igreja, a autoridade máxima cumpre o papel da escolha, conforme a política, o que convém à manutenção da instituição. Então, nesse caso, estamos dizendo que a literatura tem uma instituição. A eleição de quem elege é que gera problemas. Hoje em dia, um elogio por si, já é institucionalizado. Em um blog, jornal ou boteco, se fulano diz que lê cicrano, fulano se sacraliza a partir disso. A ótima Heloísa Buarque de Hollanda, em outra mesa, revelou que o que define a antologia são os autores que ficam de fora, não os escolhidos. Isso diz muita coisa. Há, então, um negativo do cânone, aquele que não está na lista, mas em outra, à espera de sua revelação em botecos, universidades, eventos e blogs. Formando daí outro cânone, que serve de argumentação contra os que elegem. O cânone serve para conservar nomes que um dia não existiram, quem está de fora entra pelo cano. O cano é o cânone da fila de espera. A fila anda, com a graça do mercado, quem diria, mobilizador da fila. Quando o agente da seleção é o homem, algo está errado. É a natureza, ou seja, o tempo, o responsável pelo único cânone. O nosso cânone, a nossa escolha, é narcisista e efêmera, faça a sua.

• Na mesa em que participei com Virna Teixeira, Greta Benitez e Reynaldo Damazio, uma pergunta ficou comigo: "O que acha da literatura feita na periferia?". Respondo melhor aqui: sendo eu, uma escritora que vem da periferia de um centro urbano, acredito que a preocupação agora é o conflito com o que escolhemos fazer por prazer e sacerdócio, essa coisa pesada que é escrever. O conflito é próprio da fronteira. A literatura toda é periférica, do carroceiro Sebastião Nicomedes ao Jô Soares, pensando em seu produto em comum, o livro, estamos todos na periferia. Não ocupamos, ninguém, o centro das discussões nacionais. Quanto menos divididos, melhor.

• A editora O Nome da Rosa é pequena, e por isso os distribuidores fazem corpo mole, as grandes livrarias fazem terrorismo psicológico. Infernal. E como esse mundo tem jeito, para casos como o meu: pequena autora, pequena editora, há uma pequena livraria. Pequena no tamanho, porque no respeito, atendimento e paixão é uma loucura e tem clientes cativos. É a Rato de Livraria, que já tem o 'Engano seu' e entrega para todo o Brasil: aqui.

• O querido Raimundo Neto, prestou-me homenagem com uma comunidade no orkut, nosso álbum de figurinhas coletivo. Se coleciona alguma, que tal mais essa?

• Ganhei de Delmo Montenegro a revista Entretanto. Recheada de poesia e prosa com muita personalidade. Cheia de pernambucanos com a gota. Procure-a imediatamente e saberá a razão.

Escrito por Andréa del Fuego às 02:28 PM
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Itaú Cultural




O evento Encontros de Interrogação está em sua segunda edição discutindo os sentidos da literatura. A oficina literária faz o escritor? Quem é a personagem do romance brasileiro contemporâneo? Qual o caminho do escritor: contar histórias ou a experimentação de linguagem? Literatura infantil não é literatura? Estas são algumas das mesas. Há muitas, uma delas vai te interessar.

A programação é farta, o Itaú Cultural é confortável e há um bom café entre uma discussão e outra. Confira aqui o cardápio.

Participarei da mesa 'literatura é dia-a-dia?', com Virna Teixeira, Greta Benitez e Reynaldo Damazio. Colo abaixo o serviço.

7 de junho, quinta-feira
18h sala vermelha
Literatura é dia-a-dia?
Prosadores e poetas conversam sobre o universo temático dos novos autores brasileiros, dos dramas pessoais à incomunicabilidade, peça tão presente na literatura contemporânea. E as questões nacionais, elas são temas relevantes para os novos escritores?

(E somente hoje, dia 5, às 20h, haverá o espetáculo Mulheres Imóveis, com Ivana Arruda Leite e Indigo, elas brindarão a abertura do evento e outras novidades do Itaú Cultural. A apresentação será fechada, mas você poderá assistir por aqui.)

Escrito por Andréa del Fuego às 09:10 AM
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UOL

Nesta segunda, dia 4, às 20h, estarei no bate-papo do UOL.

Sempre que respondo aos comentários do blog, penso que nossa conversa poderia se estender, eis uma ocasião pra continuarmos o papo.

Chegue mais, aqui.

Escrito por Andréa del Fuego às 05:39 PM
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"Trata-de pois de verticalizar esse coração e de lhe dar a alegria de bater, o que reside no mais profundo de si e cujo segredo os mitos guardam no exterior. Se não houver eco entre os pólos, o coração está doente." Annick de Souzenelle




foto: Robert Doisneau

Escrito por Andréa del Fuego às 08:46 AM
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