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livro
Terminei!

Escrevi este romance pra passar a ansiedade pelo Serra Morena, romance inédito pelo qual espero resposta de algum editor. Agora, com a ansiedade dupla, dois romances inéditos, vou escrever o terceiro, que eu ganho mais.
Sociedade da Caveira de Cristal é um romance juvenil. Quando achei que fosse escrever alguma frase pra adolescentes? Nunca. Eis que uma trama “balançou no trapézio da mente” e me desafiei.
Enquanto o Serra Morena é um tributo ao meu sangue ancestral, tributo que acredito o escritor é cobrado a pagar cedo ou tarde, o Sociedade da Caveira de Cristal foi um descanso desse mergulho perturbador, do qual saí mais livre.
O primeiro foi pra abrir os trabalhos, o segundo pra sair do umbigo ancestral e que venha o terceiro romance, me desafiando pra valer.
Depois de Serra Morena, agora sim, aberta ao mundo, de vez.
Escrito por Andréa del Fuego às 03:35 PM
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do píer
Neste sábado, meu menino-marido fez 40 anos, essa idade máscula.
Feliz teu nascimento, André!

Escrito por Andréa del Fuego às 11:32 AM
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quadro-post
Estamos, André e eu, bem longe da cidade, reformando a calha existencial e limpando os filtros.
Pra chegar neste cyber-café em que estou agora, preciso me deslocar 8 quilômetros. Perfeito. Pensei, 21 dias sem postar, legal. Vou me afastar da virtualidade.
Trouxe telas e tintas (me botam pra dormir), além dos aparatos de escrita (o livro avança). Não sei desenhar, dou pinceladas despreocupada com a forma e a realidade. De repente, percebi um estímulo familiar no tesão com as telas, o mesmo que me leva a blogar. Escrevo nelas, pinto espaço para as palavras.
E percebi, o que estou fazendo é um quadro-post. Estou blogando nas telas. Um post pintado, com a diferença que ele não se publica. Pois bem. Fotografei alguns dos posts à guache. Sãos textos que me lembro de cor, e que já estiveram por aqui.
Eis, então, quatro posts, diretamento do píer:

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Escrito por Andréa del Fuego às 12:19 PM
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coisa rápida
Vou ali, um pé lá outro cá, continuar o que comecei em janeiro de 2006. Pular do píer. Tô rabiscando um livrinho, esse aconteceu de repente, uma trama para rebeldes tímidos.
Pegarei email vez ou outra. Já volto.
 no copinho é cachaça
Escrito por Andréa del Fuego às 12:02 AM
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Tenho amiga que dorme
com uma dentro da gaveta. Já peguei numa, automática, num set de cinema. Mirei a parede. Na extremidade das mãos deu-me sede de fazê-la funcionar, sem o silenciador. Com ela o medo vai embora, fria, réptil, em punho. A coragem é amorfa, os metais a podem dar face. Não querendo ferir, não vista o coldre. Às aljavas, as setas.
 foto: André Kertész
Escrito por Andréa del Fuego às 11:48 AM
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