Andréa del Fuego


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Quando passo dias sem postar, não é por desleixo, adoro este blog, sobretudo a tua companhia. Adoro. Tem dias e até semanas em que sou colocada à prova, essa foi uma delas. Não pedirei a gentileza de tuas melhores vibrações, cada um acaba recolhendo a própria pra dar conta dos seus. Mas que tô cansada e feliz, eu tô.

Escrito por Andréa del Fuego às 03:41 PM
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news

Este blog anda exibido. Está muito bem acompanhado na Isto É Gente desta semana, venha ver.

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Amanhã, sábado, tem Território Nacional. Uma série de encontros literários com mediação do escritor Moacyr Godoy Moreira. Estréia com Marçal Aquino, às 17:30, na Rato de Livraria, Rua do Paraíso, 790. Cerveja depois.

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A escritora e editora Cristiane Lisbôa escreve muito, e agora mostra.

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Ivana Arruda Leite, de porre na partida Brasil e Japão, presenteou os amigos com seus quadros, sim, ela pinta. Pendurei ao lado de minha mesa a sua fase sítio; seria tranqüila, não fossem os vermelhos inconfundíveis da Ivana. A Ivana é inconfundível. Saiba como foi o furdunço no seu Doidivana.

Escrito por Andréa del Fuego às 03:13 PM
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Ora, bolas!





No gramado, 11 jogadores de um lado, 11 do outro e um juiz. Não contarei os bandeirinhas, estão fora da linha branca. Cada homem guarda entre as pernas duas bolas, portanto, temos 46 bolas não-oficiais no gramado. Elas não rolam, só refrigeram a perpetuação. Uma bola oca, a que está nua, vai por entre músculos, toca em coxas roliças, chuteiras tiram pedaço de grama.

Homens driblam a bola oca na vingança por não gingar mulheres, que com imperfeições na circunferência, fazem estancar o movimento em campo.

As 46 bolas não-oficiais. As 46 coxas roçando outras, engenho de farinha, o gol. Na concentração, joelhos flexionam-se e o foco se retesa. Na rede a meta, mãe, filho, aposentadoria dos parentes, a história. Fora dela os olhos abertos ao limite, atentos às pernas que correm. Todos pegam pra si as 22 coxas da seleção.

Querem a vitória.

Vitória de quem? Das sementes refrigeradas das 22 bolas não-oficiais? As 22 bolas não–oficiais também servem de apoio ao adversário, que aperta a bola pra resgatar a outra, oficial. Jogo-baixo fora da visão do juiz, sujeito sem retrovisor nos ombros.

A escalação é um quadro do pintor de praça, agrada mais ao pintor que ao público. As 46 bolas não-oficiais. As 22 coxas brasileiras cavalgam nossos cavalos sagitarianos de glória, favorecem o patrocinador do circo, entorpecem traumas nacionais.

Com vitória ou derrota, quando a bandeira sair da janela e voltar pra garagem, as 22 coxas receberão seus cheques, o motorista de ônibus acende um cigarro, as esposas das 44 bolas não-oficiais ganham um rubi e a camelô pinta de acaju a franja do cabelo.

Futebol, pra quê te quero? Pra gritar, ora, bolas.

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(crônica que publiquei em 2002 na coluna Centrífuga - BOL)

Escrito por Andréa del Fuego às 03:14 PM
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da Clarice Lispector ao Sílvio Santos

Não vou ficar postando vídeos, prometo (que tento). Repare a dancinha no final, um David Bowie.




Escrito por Andréa del Fuego às 10:16 AM
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feitiçaria

Este blog fez um ano de vida e eu tinha me esquecido. Encontrei no You Tube (vício atual) uma entrevista que todo mundo já cansou de rever. Eu não. Talvez você queira assistir outra vez, se não pelos livros dela, pelo assombramento que a moça causa. Pelo aniversário do blog, a última entrevista que a escritora Clarice Lispector deu à TV Cultura:





Escrito por Andréa del Fuego às 10:47 AM
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Agora é que eu quero ver

Esse é o prefácio do livro 'Agora é que são eles', livro gêmeo de 'Agora é que são elas'. Trata-se de dois volumes de citações, organizados por Jayme Akstein, um mimo da editora Garamond. O prefácio de 'Agora é que são eles' é meu (abaixo), e do 'Agora é que são elas' é de Arthur Dapieve.

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A mulher sempre foi a mais falada, discutida, estendida no varal da dissecação. Mas agora é que são eles. Jayme Akstein, nesta edição, bota a lupa de aumento sobre os homens. Na filosofia, na literatura e no botequim o homem é sempre referido como a humanidade, o homem/civilização. Mas cadê o homem/gênero? Quem são eles? Ora, saiam daí, debaixo da cama não podemos conversar.

O homem não se revela à toa, mesmo porque “é difícil crer que um homem esteja falando a verdade quando você sabe que mentiria se estivesse no lugar dele.” (H.L.Mencken). Ele, o homem/gênero, permanece no mistério, com a justificativa de que são almas óbvias e simples. Vai nessa. Quanto mais simples seu raciocínio amoroso, mais intrigante o é para as mulheres. Que eles não se irritem por estarmos à beira da inversão, eles, finalmente objetos de análise, já que “mais maridos abandonariam suas casas se eles soubessem fazer as malas.” (Anônima).

O homem fala muito mais sobre a mulher, que a mulher sobre o homem. Nós — tirando as atrizes sem privacidade — a mulher comum, eu, você ou sua esposa, não espalhamos o que sabemos. Não do jeito que eles fazem, aos berros, na padaria. Porque é prudente não polinizar nosso gozo. Não alardeamos nosso contentamento, segredamos a fonte, você sabe, outras fêmeas vasculham o mapa procurando a mina. Os homens parecem não condenar nosso zelo, coisa que eles aplicam com economia: “sou a favor de ser prudente pelo menos uma vez a cada dois ou três anos.” (Molly Ivins).

Na sociedade do espetáculo, a tudo se pede palmas e ingresso, o amor virou esquete. Hoje, em todo bar, em toda praça, se encena a derrota amorosa: “no palco, eu faço amor com vinte e cinco mil pessoas; e aí eu vou para casa sozinha.” (Janis Joplin). O choque entre nós não se justifica pelo sexo que se opõe, mas porque nos devassamos demais numa convivência. A intimidade que acontece entre um homem e uma mulher é tão indecente quanto o sexo anal com um anão. Mas que preconceito com os anões! Sim, mas que preconceito com a dança arcaica dos opostos. Ainda é cedo para nos separarmos, vamos conversar.

Veja que para falar do homem, ainda temos que nos referir à mulher. Uma praga.

Caminhando pelas citações escolhidas por Jayme Akstein, você percebe que o homem gosta de amar. E a mulher ama para gostar mais dela mesma.

Narcisas, nós não dividimos o espelho, e é por isso que não temos o rosto do macho. Quanto mais reflexo nas águas, mais a mulher se confirma. Chegue para lá, mulher, que ele também quer se ver. No amor sobre o espelho, o reflexo do amado é tão perfeito, que por estética (o medo é uma estética?), não mergulhamos nele. Mergulhar vai desfazer a imagem. Pois “você pode pensar que está apaixonada quando as paixões do sexo te capturam, mas se você não o amou antes, você não o amará depois.” (Mae West).

Não se trata de desacreditar o amor, seria uma ambição napoleônica. Trata-se de desmistificar os caras: “deve-se julgar um homem principalmente por suas depravações. Virtudes podem ser falsificadas. Depravações são reais.” (Klaus Kinski). Para ser sincera, quero mais que o homem se desnude, quem tirou a roupa até agora fomos nós, a roupa e a franqueza. Que eles tirem o terno, desabotoem a coragem, e aceitem que sejam escritos e descritos. Agora, também fazemos a autópsia do amado, na anatomia de seu andar, na bobagem de suas mentiras.

Dois querendo, dois fazem. “O que eu não consigo amar, eu não vejo.” (Anaïs Nin). Jayme Akstein não pretende explicar o homem, só vai te confundir mais um tanto, essa é a graça. Daí você sai em pesquisa, discorda ou salienta, complementa.

As citações são suaves quanto ao encantamento, ao primeiro limiar do encontro. E sarcásticas quanto ao tempo em que um homem e uma mulher se submetem ao outro. Ou porque há desgaste ou porque não há paciência. Às vezes, não há acordo. Jayme Akstein vem tentar, mais uma vez. Não leia um sem o outro. Se tens 'Agora é que são elas', é preciso que tenha 'Agora é que são eles'. E boa briga.


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O lançamento será no Rio, na Livraria Letras e Expressões, dia 12 de junho, segunda-feira, a partir das 19h. Av. Ataulfo de Paiva, 1292 - C, Leblon.

Escrito por Andréa del Fuego às 11:46 AM
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hoje, festa!

Você já viu um boteco mais produtivo que o Mercearia São Pedro? Lançamentos de livros, uma antologia bêbada com os próprios freqüentadores, cenário de programa de televisão, e agora, revista.

Pois hoje, a partir das 20h, é o lançamento da revista MERCEARIA, lá, rua Rodésia, 34, Vila Madalena, SP (próximo à estação de metrô Vila Madalena).

Este primeiro número é dedicado ao futebol, traz textos inéditos de Sérgio e André Sant'Anna, Soninha, José Roberto Torero, Xico Sá; os cabras Marcelino Freire, Ivana Arruda Leite, Joca Reiners Terron, Nelson Provazi. Mais? Tem o João Cabral de Melo Neto. E bem mais.

Vamos tomar uma Seleta?

Escrito por Andréa del Fuego às 09:27 AM
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Gato Preto


Amanda foi rápida atender a campainha, a fricção entre o corpo e o ar fez aderir o vestido nas pernas. O carteiro entregou a encomenda, o bule assobiou a borbulha da água na cozinha, ela leu o destinatário enquanto passava o café. Era pro pai.

Carmem Rodrigues
Rua das Orquídeas, 78 Cascalho Passos
Minas Gerais

Estranho pra quem mal conversava, era silêncio que recebia ao questionar o pai sobre qualquer troço. Vingando-se, abriu a correspondência.

Cândido,
Se não rasgou o envelope assim que viu meu nome e endereço, me leia até o fim. Quando recusei teu pedido de casamento há 25 anos, deixei-o pensando que foi por outro homem, menti. Por te amar sem medida é que não te quis ao meu lado. Veja se entende, eu amaria alguém de qualquer maneira, mas foi você quem apareceu. Não fosse você seria outro, pois descobri, aos cinqüênta anos, que o amor está em mim e não em quem chamo. Certamente hoje é pai, tem uma esposa agradecida à vida por ter um homem com sua razão tão máscula. O que quero? Falar, somente falar como faço há anos em diários, mas desta vez quis que soubesse o tamanho da minha cicatriz e onde ela fica. Sim, me machucou a escolha. E não me arrependo. Juro que não me arrependo, ficou o silêncio do que poderia ter sido, e se tivesse me casado com você os dias que vivi seriam um mistério indissolúvel neste momento. Não me deitei com muitos homens. Me deitei com o bastante pra que eu leve um dia a lembrança da carne rosácea do poder. Não amamentei esperanças de um dia, outra vez, ter sua carne na minha. Isso não é sedução pra te receber hora dessa por aqui. No momento estou acompanhada, Miro o nome dele. Escute, não há nada que um homem possa fazer pra mudar uma mulher como eu. Amo Cândido, amo muito além.
Carmem


Releu cinco vezes. Amanda guardou a carta, em duas semanas estava na viação Santa Cruz que a levaria à Passos, cidade de Carmem. Bateu palmas. Casa com alpendre, chão vermelho de cimento queimado e encerado. Janelas de madeira com quadradinhos de vidro. Ao lado do alpendre uma roseira com uma única rosa branca, noiva como os vestidos das janelas. Assim que a porta se abriu, um gato cego veio dengoso, o felino ancião veio antes das pernas de Carmem. Amanda tirou o óculos de sol, Carmem viu familiaridade nos olhos da menina.

— Oi.

Estava evidente que não era daquela cidade, pelas roupas e os sinais da cidade grande. Pior, ela tinha os traços impecáveis do pai.

— Posso te ajudar?

A voz de Carmem inspirou respeito. Foi até aquela casa pra conhecer melhor o pai, dele só conhecia a fleuma. Através de uma antiga amante conheceria o lado amoroso e erótico do homem responsável por sua vida e criação. Sentaram-se uma de frente pra outra, no meio, sobre a mesinha, uma bandeja com jarra de refresco.

— Está esperando alguém?
— Não, a bandeja está aí porque me trato como trataria uma visita, quer refresco de goiaba?
— Adoraria, dona Carmem.

Amanda ficou sem graça, falar o nome da imperiosa senhora revelava um tantinho do seu crime, ter lido a carta.

— Você mora onde?
— São Paulo.
— Estuda?
— Segundo ano de nutrição.

Enquanto Amanda explicava a profissão, Carmem aproveitava pra olhar com calma aquela mocinha. Matar saudade nos vestígios que seu antigo amor deixou no mundo. O que encantava a filha de Cândido eram as palavras da carta, e agora, de frente para a autora das linhas, o tônus de Carmem extasiava Amanda. A carta tinha uma carga que seus vinte anos não conheciam.

— Mora sozinha?
— Não, moro com Miro, sujeito que te atendeu.
— O gato?

Carmem teve certeza, pelo rosto confuso de Amanda, que ela havia lido a carta. Pediu licença e foi até a cozinha, trouxe uma garrafa de leite fresco e serviu um pires dele à Miro. Voltou seu corpo para o encosto macio das almofadas.

— O que Miro tem no olho? Parece cego.
— Ele fez quinze anos em abril, é muito velhinho, foi perdendo a visão aos poucos, vê quase nada com os olhos.
— Vê de outro jeito?
— Ah, se vê! Gatos têm faróis.

Amanda levou uma pontada nos rins, medo de viver, ser mulher, ter gatos, ter cinqüenta anos um dia.

— Vou indo.
— Escute, quero te dizer uma coisa, preste atenção, menina, nem todo mistério pode ser vasculhado, medido ou libertado de sua caixa. E se for, a tal caixa há de guardar outro segredo.


(continua abaixo)

Escrito por Andréa del Fuego às 05:04 PM
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Amanda ficou dividida entre o pavor e a vontade de ser discípula de Carmem. Olhou para um longo corredor de passadeiras brancas e imaginou ali ao fundo ser o quarto. A penteadeira antiga com perfumes densos, o batom rubro pela metade e a escova cheia de cabelos grisalhos. Retratos. Havia de certo retratos de sua juventude. Carmem há vinte e cinco anos teria levado seu pai a se calar pelo resto da vida.

— Venha até aqui. — pediu a senhora.

Entrou pelo corredor, Amanda a seguiu. Ao abrir a porta do quarto, a luz da tarde inchou-se, reluzindo a linha bordada na colcha. Colcha de flores. A penteadeira estava nua e era antiga. Carmem tirou com cuidado uma caixa de dentro do armário, sentou-se na cama alta.

— Você não vai perder a viagem.

Amanda cedeu o peso do corpo sobre o leito do amor paterno, olhou para as mãos de veias saltadas que abria a caixa grande de papel. Respirou fundo, mas não soltou todo o ar, receio e aflição de estar se entregando a um passado que não lhe dizia respeito, se dizia, era perturbador ter passagem tão livre. Era um presente e um castigo. Como se o algodão, além de afagar, pudesse espetar. Com a tampa retirada, a caixa pôde receber o pouso das puplias líquidas de Amanda.

— Mas não há nada aí.
— Queimei todas as cartas, fotos, tudo o que pudesse provar seu pai e eu. O único vestígio está com você, a carta que enviei.

Amanda suspirou embalando um choro de transbordar um pote.

— Você, um dia, também terá que escolher, e as escolhas envelhecem mais que o tempo. Qual o teu nome?
— Amanda.
— Seria, se houvesse, o gerúndio feminino do verbo amar. Escreveriam assim: Ele está amando, e ela, está "Amanda".

Em tempo algum alguém ocupa confortável o espaço da mãe. Mas naquele quarto, Carmem dava à luz Amanda. Qual ética moral permitiria uma filha ser parida pela mulher pela qual o pai fora rejeitado e amado antes de ter conhecido, enfim, aquela que lhe gerou de fato? Carmem. Aos 50 invernos cobertos com lã, ela brincava com o passado como em infãncia as bonecas recebiam seu manípulo.

— Preciso ir.
— Lave o rosto e vá.

Amanda entrou no lavabo, refrescou o calor do encontro com água fresca, deslizou pelo rosto sabonete com corpo de estrela e alma de alfazema. O perfume, de jugular os sentidos, saiu dos limites do banheiro. Pegou a bolsa no sofá e enquanto dava as costas, o último som da casa se fez em um preguiçoso miado de Miro.

A vida correu. Provas de faculdade, namoros mornos, o pai, o mesmo dique com as palavras. Começou a notar o olhar e os afagos que Cândido dirigia à Norma, sua mãe. Olhar e carinho paquidérmico, anêmico. Amanda notou que sua mãe não conheceu o homem que lhe deu os filhos. Nem iria. À sua mãe não estava reservado o poder da carne rosácea. Agora interessava à Amanda ver o pulso de quem lhe tocava, e mais, notar o próprio e jamais calar-se ou atear fogo em retratos.

Ficava atenta aos pequenos e contidos movimentos do pai, tudo lhe rodava, sua missão estava prestes à ser cumprida. Cândido pagou a última prestação do carro dado de presente à Norma, em dois dias encontrou na pasta de trabalho uma carta aberta e lida. Um mês depois Cândido desaparecia sem deixar notícias. Não levou roupas, pertences pessoais, escova de dentes, nada. Nada não, levou um instante de maçã. Uma mordida apenas, o resto da fruta apodreceu no jardim.

Parentes se desesperaram, a mãe decretou luto, um luto real. Amanda também chorou a morte do pai, nos primeiros anos quase não agüentou o fardo. A cada prova diante da angústia da mãe, a certeza no silêncio do árduo ministério, era de que nada impediria a navegação de Cândido e Carmem.

Atravessou a avenida da história alheia e se assombrou com o amor que lhe batia nas pedras. Sua mudez se deu por força das linhas que se queriam cruzadas daquele casal, e não pela misericórdia religiosa que passou a acreditar existência.

Rua das Orquídeas, 78 Cascalho Passos
Minas Gerais

Neste endereço, numa tarde de sol, Miro foi enterrado ao pé da roseira, que dali em diante passou a dar irmãs à rosa que teimava nascer sozinha.


(conto do livro Minto Enquanto Posso)

Escrito por Andréa del Fuego às 05:03 PM
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